31 de janeiro de 2010

Um novo limite entre trabalho e vida pessoal

Hoje as empresas não contratam apenas pelo diploma do candidato, mas também pelos seus hobbies, interesses pessoais, estilo de vida, etc.. “Por isso, a postura no ambiente corporativo e o aprimoramento pessoal constante são fatores que devem ser levados em conta por aqueles que desejam ingressar no mercado de trabalho”, acredita o coordenador da Faculdade de Administração da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FAD/FESPSP), Ricardo de Gil Torres.
No Brasil esta ainda é uma cultura em fase de mudança, mas em países como os EUA os candidatos às vagas de emprego colocam em seus currículos informações sobre preferência por determinado time de futebol, religião ou partido político. “As pessoas julgam equivocadamente que este tipo de informação não interessa aos contratadores, mas eles vão pesquisar o perfil dos candidatos em redes de relacionamentos para se informar sobre os gostos, os posicionamentos, as preferências e comportamentos daqueles que pretendem ingressar naquela instituição”, explica.
As empresas buscam profissionais que além da formação técnica sabem conviver em grupo e têm valores éticos. Um profissional que tem características que se identificam com o perfil da empresa afeta positivamente sua produtividade e a de seus colegas, além de serem capazes de solucionar problemas mais facilmente.
A atualização constante também é um fator importante. É neste contexto que se estrita a vida pessoal com a profissional. A falta de tempo devido ao excesso de horas no ambiente de trabalho muitas vezes impossibilita o profissional de se renovar e agregar mais bagagem cultural, fazer cursos (dentro e fora de sua área), viajar, engajar-se em atividades de responsabilidade social, etc.. que podem ser decisivos nos dias de hoje. “Não basta ter tempo. Também não significa somente ganhar dinheiro.  O que importa é usar o tempo com sabedoria, de uma maneira que seja produtiva.  O uso produtivo é ter bem-estar, trabalhar os relacionamentos e a mente”, explica Gustavo Cerbasi, especialista em finanças pessoais e gestão do tempo.

 

Por: Blog da Saúde  
Em: Saúde Corporativa

Brasil já enfrenta falta de mão de obra

O mercado de trabalho foi um dos últimos a se recuperar da crise, mas o medo de perder o emprego já é passado para os brasileiros. Empresas, comércio e serviços não só voltaram a contratar, como falta trabalhadores com qualificação suficiente para preencher vagas. Empresários e analistas temem a repetição do "apagão de mão de obra" de 2008, o que comprometeria o avanço sustentável da economia.
"Toda vez que o Brasil cresce 4,5% ou mais, falta mão de obra qualificada", disse o professor da Universidade de São Paulo (USP) José Pastore, especialista em trabalho. No mercado, prevê-se que o Produto Interno Bruto (PIB) suba de 5% a 6% este ano. O déficit de trabalhadores qualificados é preocupante na construção civil, mas ocorre também no agronegócio, na saúde, em hotéis e até em alguns ramos da indústria.
Uma estimativa da consultoria LCA, com base no Cadastro Geral de Trabalhadores (Caged) e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), aponta que o número de brasileiros empregados atingiu 32,28 milhões em novembro de 2009, 1,1 milhão a mais que em outubro de 2008, antes da crise, quando o problema de falta de mão de obra qualificada era grave. Em dezembro, com a demissão dos temporários contratados para o Natal, caiu para 31,87 milhões, 685 mil a mais que antes da crise.
Há uma diferença entre os setores. Na construção, no comércio e nos serviços, o número de empregados supera o nível anterior à crise. Na indústria, há 289 mil pessoas sem emprego em relação a outubro de 2008. "Tem um estoque de trabalhadores qualificados à disposição no setor", disse o economista da LCA Fábio Romão. Ele prevê que a indústria retomará o nível de antes da crise em meados do ano. "Em alguns meses, teremos falta de mão qualificada geral", prevê o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte :AE - Agencia Estado